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Atualmente, tenho 3 cockers spaniels ingleses. Para quem não reconhece cães pelo nome da raça, saibam que é aquele tipo de cachorro de grandes orelhas com pêlos encaracolados e olhos tristonhos. Sabe a Dama, de A Dama e o Vagabundo, desenho da Disney? Pois é, meus 3 fofos são da raça da Dama. Além de serem parte da minha família, eles são uma família. A mais velha, Latifa, é mãe de 5 cachorrinhos. O pai deles é o Lost (nome dado graças ao fato de o termos encontrado na rua). Obviamente, e infelizmente, não pude ficar com todos os bebês. Vendemos 1 (a R$100), demos 3 a amigos sem dinheiro e ficamos com 1, o Beagle (o sonho da minha mãe sempre foi ter um Beagle). Abaixo, o filhote (à frente) e o papai (atrás). Ele cresceu bastante, está maior que o próprio pai :)

Para mim, uma família feliz é sinônimo de uma família com animais de estimação. Minhas lembranças mais remotas da infância vêm acompanhadas por um ser peludinho, penosinho ou cascudinho. Minha primeira lembrança animalesca é um casal de passarinhos que ficava numa gaiola no jardim; quando um gato comeu o azul, o amarelinho morreu de saudade... Também tive um(a) coelho(a), mas não sabia exatamente qual o sexo dele(a); dei-o pra minha empregada. Também tive pencas de gatos, embora tenha rinite alérgica a pêlo de felino (meu amor por bichos era mais forte). Três, em especial, mexeram comigo. A 1a foi Cíntia (cinza-grafite, olhos verdes), uma gata de rua extremamente meiga. Uma manhã, ela estava muito parada, papai achou que fosse ter filhotes. Depois descobrimos que havia sido atropelada - a pobrezinha não sobreviveu. O 2o foi Batman (um namorador siamês, cuja "máscara" era igual à do homem-morcego). Vivia brigando, chegava de madrugada machucado e nós cuidávamos dele com afinco, ao que ele nos retribuía sendo extremamente paciente com meu irmãozinho (que passava com o triciclo em cima dele) e dormindo dentro da minha mochila enquanto eu estudava. Após adquirir uma cocker spaniel inglesa de cor caramelo (minha melhor amiga até hoje), ele deixou de dormir em casa. Não que eles tenham brigado, mas ele a temia mesmo ela sendo um dócil filhote. Passados alguns dias, sumiu. Falarei da 3a felina que me marcou e dos meus atuais pets no próximo post.
Mais um ano se inicia, com direito a festas de arromba, previsões de tarólogos e programação especial na televisão. Acho curioso ver o início do calendário romano como uma passagem sem volta para uma nova vida. Entre os últimos segundos de 31 de dezembro de 2007 e os primeiros de 01 de janeiro de 2008, os erros são apagados, os acertos ficam para a história e surgem inúmeras promessas de mudanças de hábitos, realizações desejadas e evoluções profissionais. Ocupados em comer lentilhas e romãs, pular ondas, mentalizar coisas boas e sugar energias positivas do ambiente, as pessoas nem sequer notam que a magia não aconteceu. Nada mudou de 11:59h para 00:01h. Porque não é a passagem do tempo que muda a vida, é o espírito de Ano Novo dentro de cada um de nós. E, adivinha só, esse espírito não aparece só no Ano Novo; ele existe dentro da gente. Portanto, acho ótimo que o mundo se prepare para mudanças positivas na noite de reveillón, mas preferiria se nos preparássemos para ser melhores todos os dias, não só em um dia por ano. Podemos, todos os dias, celebrar a mudança, a melhoria, a atitude que urge em nossos corações, sem chamar isso de Festa de Reveillón, nem gastar altas quantias comprando champagne. Que em 2008 você faça de cada dia um novo início. Feliz 2008!